Muitas coisas me fazem pensar. Pisar em coco de cachorro geralmente me faz refletir. Coco de cachorro foi inventado a muito tempo. Provavelmente antes dos tenis e das calçadas, o que viriam a ser seus mais importantes amigos alguns seculos a frente. Pisar em coco de cachorro também deve ser algo muito antigo. Adão provavelmente quando caminhava no Jardim do Eden, teve seu pé amortecido por esses elementos destruidores de humor. Mais para frente, algum neandertal compartilhou da mesma sensação. Cabral (vulgo Pedro Alvares), antes de pisar em solo brasileiro, pisou em outra coisa. E recentemente eu passei por esse sentimento sentido por grandes seres humanos durante todo o tempo da existencia da nossa espécie.
Mas existe algo pior que pisar na bosta. É pisar na bosta e não descobrir pela sensação do pé afundando no barro e sim descobrir pelo cheiro. O que geralmente acontece em algum lugar isolado, sem muito fluxo de carros, pessoas, ou ar... é isso mesmo. Seu quarto. Derrepente você sente um cheiro que não estava ali. Logo começa a culpar seu irmão pelo cheiro por ele jogar roupa pelo quarto inteiro. E depois de uma discussão idiota com o mesmo, você vai investigar e descobre que o cheiro vem de um lugar pior. E derrepente. Tudo faz sentido. O barro. Bem. Não era barro. Tarde de mais, seu chão ja está contagiado com aquilo e você começa a tentar lembrar todo o seu trajeto pela casa e quanto mais você lembra, mais você sente um frio na barriga por começar a lembrar que colocou os pés calçados em cima do sofá ou jogou o tenis que saiu rolando pelo tapete soltando fragmentos de algo que você até então podia julgar como inofenciso. Bem...
Por que existem aquelas ranhuras em baixo dos tenis?? Tá, é pra evitar escorregamentos ao algo assim, mas por que serem tao complicadas??? Por que o engenheiro filha da puta que projetou a porra do tenis, não levou em consideração que pessoas estão a toda hora sujeita a pisar na merda de um merda de um cachorro??? Ahhhhhhhhhh (!) ... Você então começa a virar o professor bugiganga. E começa a procurar aquelas canetas antigas que não funcionavam, que seriam de ótima utilidade agora... mas já era. Elas foram atiradas com desprezo e egoismo seu na lata do lixo. Entao elas ficaram nervosas e se vingaram, convencendo um cachorro a defecar na sua rota diária pelas ruas. Digo calçadas. Alias as pessoas consideram rua e calçada a mesma coisa. Mas como tudo, isso depende de um ponto de vista. "-Mãe vo solta pipa na rua.". Aqui rua e calçada são análogas. Agora pensa. Como o mundo iria mudar se as pessoas que levassem os cachorros para passear na rua, realmente o fizessem na rua. É, rua mesmo, aquela que tem asfalto e que as pessoas não embreagadas ou que não estejam escutando Djavu conseguem manter seu carro dentro dela. Só ia ter coisas boas acontecendo. Ninguém ia chegar e falar: "-Nossa velho to com raiva, passei em cima do coco com meu carro."... até por que as ruas de São Paulo são uma merda e as pessoas andam com o carro nela a todo tempo.
As pessoas quando fossem atravessar a rua, além de olhar para os dois lados, iam ter que olhar para baixo, o que iria dobrar a atenção delas. O que as ia forçar a caminhar até a faixa de pedestre mais próxima, onde tecnicamente estaria seguro (a respeito do solo). O que iria diminuir muito os acidentes com pedestres no transito.
Enfim, adote a campanha "Leve seu cachorro para cagar na rua, na rua!" e contribua para um Brasil melhor e mais feliz.
To indo nessa porque tenho que limpa meu tenis
2 comentários:
Já pensou em apresentar um Stand Up... eu estaria lá na frente com meu tomatinho maduro nas mãos *--* hahaha!!!
Mto bom texto...
Rialto [2]
huhuhu.. tomate?? Maduro?!? toco medo rsrs
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